quarta-feira, 24 de agosto de 2011

HISTÓRICO:

Meus amigos sempre me solicitam o histórico da minha pseudo-carreira artística.
Pois então, aí vai...rsrsrs...
Deu certo para mim, para os amigos que me prestigiam em shows,
para os amigos que admiram meu canto e compram meus cds.
A todos, muito obrigado.
A D'us, muitíssimo obrigado por me proporcionar tanto nas Artes
e na carreira do Magistério, onde me realizo como ser humano pleno.

1977 – Casa de Espetáculos ARTE MAIOR,
            no Rio de Janeiro,
            ao lado do conjunto Sirena  Noturna.
1979 – Casa de Espetáculos ARTE MAIOR,
            no Rio de Janeiro,
            ao lado Marco Lira e Adriana Chaves.
1980 -  Lançamento do LP ROSA NERA,
                               com sucessos italianos.
1983 -  Protagoniza o Musical Jangada dos Pescadores,
             pela extinta REDE MANCHETE de TV.
1984 -   Comerciais de TV.
1985 -   Comerciais de TV.
1986 -  Lançamento do compacto simples WILL,
             interpretando os sucessos Chiquitita e Soleado, em Espanhol.
1988 -  Casa de Espetáculos Canecão, no Rio de Janeiro,
             ao lado de Spanky MacFarlane.
1989 -  Casa de Espetáculos Canecão, no Rio de Janeiro,
             Convidado por John Phillips, para participação
             junto à nova formação do lendário grupo pop
             THE MAMA’S AND THE PAPA’S.
1989 -   Lançamento do compacto duplo Will,
             Interpretando os sucessos: Hold On, Take my Heart,
             Edelweiss e We Can Make it Happen Again.
2003 -  Retorno aos palcos do Rio de Janeiro,
             participando do grupo BANDO DO GALO DOIDO,
             ao lado de Toninho di Lita, Inajara de Tanduí, Elísio Paschoal,
             Teresa Carvalho e outros, no Teatro Elza Osborne.
2004 -   Teatro Elza Osborne, com o show MANGAGEIRA,
              participando do grupo BANDO DO GALO DOIDO.
2005 -   Teatro Moacyr Sreder Bastos, participando da gravação do dvd
              CARAS DO BRASIL, com o Grupo Avelloz.
2006 -  Evento Mundial Simultâneo NOITE BRANCA DA PAZ,
             participando do GRUPO AVELLOZ e do grupo BANDO DO GALO DOIDO,
             no Teatro Ginástico, Rio de Janeiro.
2007 -  Apresentações em Clubes Cariocas e Casas de Espetáculos
            e Hotéis da Região Serrana do Rio, ao lado de Teresa Carvalho.
2008 -  Apresentações em Clubes e Casas de Espetáculos na Região dos Lagos,
             no Rio de Janeiro, ao lado de Teresa Carvalho.
2008 -   Co-Produtor do Musical Infantil SE VOCÊ QUISER,
              O MUNDO SERÁ PIPOCA,
              de Núbia Moreira, no Teatro Elza Osborne, Rio de Janeiro.
              Direção do ator Fabio Massimo.
2009 -  Apresentação na Casa de Espetáculos NIÑO DE ARTES, na Lapa,
             Rio de Janeiro, ao lado e Maria Zenaide, Moraes do Acordeom,
             Francisco Chagas e Jorge Som.
2009 -   Co-Produtor do Musical Infantil SE VOCÊ QUISER,
             O MUNDO SERÁ PIPOCA,
              de Núbia Moreira, no Teatro Moacyr Bastos, Rio de Janeiro.
              Direção do ator Fabio Massimo.
2010 -  Lançamento do cd WATERS OF BABYLON, pela SomPaulo Studios,
             com a participação de Fabio Cortez, Teresa Carvalho,
             Paulo Magalhães, Marcos Machado 
             e Luiz Magalhães.
2010 -   Co-Produtor do Musical Infantil SE VOCÊ QUISER,
             O MUNDO SERÁ PIPOCA,
              de Núbia Moreira, no Teatro Arthur Azevedo, Rio de Janeiro.
              Direção da atriz Cimara Mattos .
2011 -  Lançamento do cd BENEATH THE MOON, pela SomPaulo Studios,
             com a participação de Teresa Carvalho, Paulo Magalhães,
            The 3R's, Didah Santos e The Flyin' Legs.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

BOLINHAS, CORES E LUZES...

Quando nos entendemos por gente,
uma das primeiras lembranças que permanece até o fim de nossa existência
são as bolinhas que ganhamos.
A bola é realmente algo fascinante, pois estimula o dinamismo,
além do espírito competitivo, já que precisamos correr para pegá-la.
O ‘dono’ da bola é o que está com ela no momento,
ainda que seja apenas para uma pose de uma foto, que um dia deixará de ser...


Outra lembrança permanente são as cores,
que determinam, no mundo de descobertas infantis,
a importância das coisas.
No mundo ocidental, é comum perceber a tia do Jardim da Infância,
numa pseudo-psicologia respeitada, concluir (categoricamente)
que a criança que desenhou uma piscina
e depois pintou de vermelho ou preto o seu desenho,
demonstra medo, pavor, proibição de tal objeto...
Como se as cores tivessem apenas uma conotação
(determinada pelo homem, diga-se de passagem).

E nesse mundo de pedagogias sobre os elementos da existência,
acabamos esquecendo que as cores desbotam e um dia deixam de ser...

E, por fim, vem à luz a lembrança das luzes das lâmpadas ...rsrsrs...
Brilham mais do que qualquer luz natural, na percepção infantil,
e são enigmáticas, pois que sua origem nasce e morre através de um único clic na insignificante parede de um cômodo.
São contraditórias as luzes,
pois alimentam a segurança da claridade
e o pavor medonho do que não mais enxergamos,
fazendo-nos criar inúmeros fantasmas,
tão incrustados em nossa lembranças genéticas.
E, com o tempo, as luzes todas se embaçam com a idade.
Deixam de ter importância no mundo corrido e, na velhice, ficam fracas até o momento que não as veremos mais. E todas as luzes também se apagam...
São caminhos naturais,
a descoberta da importância necessária desses elementos que tanto embelezam a vida.
Entretanto,    a dor que me impulsiona nesta escrita é perceber que, aos poucos,  fui privado desses elementos tão essenciais ao deleite humano.
O drástico progresso arrebatou de meus sentidos as bolinhas das joaninhas,
as cores das borboletas,
as luzes dos pirilampos...
Onde estão meus amados e necessários insetos, que tanto equilibravam a natureza e meu coração de menino descobridor...
Hoje, diante de asfalto e concreto, não posso ensinar meus netos o prazer de ver e tocar  cada uma dessas adoráveis criaturas.
Apenas através do progresso tecnológico posso mostrar-lhes gélidas fotografias,
com cores vivas de programas computadorizados, tão falsamente consideradas bonitas.
E, no passado presente, caminham as bolinhas, cores e luzes a um futuro tão sem sabor...
Desesperançoso, fico a olhar da vidraça o róseo pôr-do-sol.
Uma nesga de felicidade se confirma em meu peito.
Uma saudosa cigarra se mistura com o gorjear dos pardais, que insistem em louvar o Criador por mais um grande espetáculo que ainda não me foi roubado.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

CAMPO GRANDE SECADO.



Nos finais dos anos oitentas, conversando com uma amada amiga,
Maria Cristina Bastos de Lima,
 percebi quão saudosa se encontrava no momento em que falávamos sobre Campo Grande, bairro suburbano do Rio de Janeiro.
Tão melancólica estava, que acabou sendo inspirada a escrever um belo poema sobre o lugar onde residimos.

Recentemente fui a Jacarepaguá, outro bairro carioca,  e, como numa máquina do tempo,
lembrei-me de Campo Grande,
numa retrospectiva de quarenta anos até os dias atuais.
Senti o mesmo que a minha amiga sentiu naquele dia...
Saudade, melancolia, e, acima de tudo, desesperança...

As ruas de Jacarepaguá, principalmente, na Taquara, são tão arborizadas,
que o ar é cheiroso, apesar do trânsito intenso,
com canos de descarga poluindo o ambiente.

Campo Grande quase não tem mais  árvores, no centro de sua estrutura de vida.
Por causa do progresso, arrancaram, impiedosamente,
as árvores, restando apenas asfalto e calçadas.
E, consequentemente, um bairro com temperaturas mais elevadas.

Na antiga ‘alameda’ da Estrada das Capoeiras, hoje, contamos nos dedos as árvores que ainda resistem.

Os bambuzais da Estrada da Cachamorra foram-se, num vento de memórias.
Os ipês de cores variadas, da Estrada da Posse e da Estrada do Mendanha,  partiram, numa tela desbotada pelo tempo.

A paisagem é cinza  e torridamente gelada.

Lembrei-me das palmeiras imperiais, principalmente, as que ornamentavam a praça da Igreja Nossa Senhora do Desterro... Hoje, só nas lembranças...

Ao passar na Avenida Cesário de Melo e me deparar com o antigo chafariz, hoje seco,
hoje secado pelo descaso do Poder Público,
meus olhos marejaram.

Quisera que uma única lágrima preenchesse novamente de água, de verde, de vida
e de felicidade meu amado Campo Grande.
Quisera que, ao menos, uma lágrima comovesse um desses ‘poderosos’, que,
apesar de estarem em cadeiras de responsabilidade política,
permanecem com o propósito vergonhoso de enriquecimento ilícito,
prevaricando o que conquistaram pela inocência de outrem.


Mas nessa seca toda, meu coração se faz em terra rachada e ressequida.
E como o retirante, agradeço a D-us, por poder, ao menos,
ainda ver o monumento do chafariz na praça.

Entretanto, rapidamente, seco minha lágrimas,
antes que percebam o valor de determinadas coisas do povo
e as subtraiam também,
fazendo-nos encontrar nossos humildes monumentos nas fotos de revistas,
que, impiedosamente, divulgam as mansões dos ‘bacanas’, como é tão comum.

E assim, seguimos secados como Campo Grande, extenuados num vale que já foi mais verde e úmido, tal qual nossas aspirações.

                                                                            (foto: UILTON SOARES DE MELLO, 1980)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

TELA LUAR, na Bienal de São Paulo, em 2010.

Minha tela LUAR esteve presente no livro CRISTAL DE TALENTOS, de Adaljiza Cuan, na Bienal de São Paulo, em 2010.
Divido com os amigos um pouco do que amo.


Quão bom seria se todos pudessem descobrir talentos em cada forma de Arte, principalmente, nos momentos em que pensamos que nada podemos. As formas de Arte libertam o espírito e vivificam a alma.
Sou grato a D-us por estar aprendendo, ainda que muito tarde, a descobrir novos talentos em mim.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

MEU SIGNO.

"A ti Escorpião, darei uma tarefa muito difícil. Terás a habilidade de conhecer a mente dos homens, mas não te darei a permissão de falar sobre o que aprenderes. Muitas vezes te sentirás ferido por aquilo que vês, e em tua dor te voltarás contra mim, esquecendo que não sou Eu, mas a perversão da Minha ideia que te faz sofrer. Verás tanto e tanto do ser humano, que chegarás a conhecer o homem enquanto animal, e lutarás tanto com os instintos animais em ti mesmo, que perderás o teu caminho, mas quando finalmente voltares a Mim, Scórpio, terei para ti o dom supremo da finalidade".

E é isso mesmo. O texto define bem uma parte do meu signo, que pode ser expressa.
(O resto... é mistério!)
Para homenageá-lo, segue um Hai Kai, intitulado  ...rsrsrsrs...






Esguio e sombrio.
Natureza solitária.
No limbo me crio.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

NA ONDA DOS HAI KAIs

Na postagem anterior, expliquei o que é um hai kai.
Compartilho com os amigos mais um desses poeminhas, tão meus, mas que podem ser de alguém também.


NOITE VAZIA


domingo, 14 de agosto de 2011

HAI KAI

"Haikai (em japonês: 俳句 Haiku ou Haicai?) é uma forma poética de origem japonesa, que valoriza a concisão e a objetividade. Os poemas têm três linhas, contendo na primeira e na última cinco caracteres japoneses (totalizando sempre cinco sílabas poéticas), e sete caracteres na segunda linha (sete sílabas poéticas)".

Despretensiosamente, exponho alguns hai kais de minha autoria. São Arte para mim, pois são verdades minhas. Se também se tornar verdade de outrem, ainda que por instantes, ficarei feliz e realizado.

                               MANHÃ




sábado, 23 de julho de 2011

BENEATH THE MOON (2011).









01. The Piper / 02. Every Breath You Take / 03. Monday Monday / 04. My Lover's Gone / 05. Smooth Operator / 06. I'm a Marionette / 07. Shame on the Moon / 08. Walk Like an Egyptian / 09. Ani ve' Ata / 10. Luna / Bônus: California Earthquake, Misirlou, Rehab.






Participação: PAULO MAGALHÃES, TERESA CARVALHO, THE FLYIN' LEGS, DIDAH SANTOS & THE 3R's.

CD GOLDEN HITS (2010).









Esse trabalho apresenta músicas que não foram gravadas em discos, sejam em vinil ou cd.



Interessante são as gravações GIRL e SAN FRANCISCO, que são sugeridas pelo público para um novo trabalho.



A tiragem foi pequena e o álbum circulou apenas entre pessoas da área musical.



Há um projeto de relançá-lo pelo SomPaulo Studio.